"Papai do Céu". Foi assim que minha mãe me ensinou a conversar com Deus. Hoje, é com Deus que eu quero falar. Sim, eu sou forte o suficiente para precisar acreditar em Deus e fraco o bastante para acreditar em humanos e não desistir dos meus sonhos. Mas, hoje, quero pedir perdão a Deus: vou desistir de um sonho. Logo eu que imploro a todos que não desistam de seus sonhos, que luto até para os outros realizarem seus sonhos, vou desistir de um sonho meu e só eu sei o quanto isso me dói. Me perdoe, Deus e todos a quem eu pedi que não desistissem de seus sonhos, mas eu vou desistir do meu maior sonho: não vou mais lutar por quem mais amo na vida. Sei que primeiro eu deveria ser perdoado por ter dedicado tão nobre sentimento a quem não merece, mas prefiro o perdão por desistir. E eu preciso desistir, desistir de quem nunca insistiu por mim.
Sei que, pouco depois de me ensinar a falar com Deus, minha mãe leu uma das primeiras histórias que eu escrevi sobre amor, me abraçou e me disse "minha filha, eu tenho muito medo do dia em que você se apaixonar de verdade. Tenho medo de partirem seu coração, minha filha. Você é daquelas que vê nos outros só coisas boas, você vai se entregar inteira, você vai fazer de tudo e eu tenho medo de que você sofra muito". É, mãe, a senhora tinha razão, mais um vez. Sua filha se apaixonou, sua filha se entregou inteira, sua filha fez de tudo, sua filha teve o coração partido, sua filha sofreu muito. Tudo que eu fiz e senti por ele daria um livro, daqueles que a gente jamais queria ter escrito e protagonizado.
Então, eu preciso desistir. Desistir para seguir adiante, para evitar que eu nunca deixe de amar quem não me ama. Vou colocar um ponto final nesse amor, nesse sonho, e apagar os outros dois pontos que eu sempre colocava, para ver a vida em reticências e voltar a me vestir de esperança. E é com muito medo, um medo que não encontro em palavras, que eu peço forças para conseguir viver sem ter a quem amar, sem ter a quem dedicar, em palavras e em atitudes, esse amor que eu sinto. Mas, eu preciso desistir, meu coração precisa. Preciso de mais apetite, mais horas dormidas, mais paz, menos lágrimas, menos amor não correspondido.
E eu tentei de tantas formas, transformei minha vida em uma indireta para ele perceber que eu o amava diretamente. Nada funcionou. Antes de amar, me esqueci de que homens de barba são sempre ilusões, a começar pelo Papai Noel. Mas eu amei. Eu que nunca precisei de mantras para amar, vou precisar de uma coleção de mantras para esquecer. Mas de tudo fica algo positivo, e ficou: minha capacidade de amar e amar, sem precisar ter nada em troca. Imagina quando eu tiver? Aí sim, será um sonho! Entre tanta gente que perde tempo sonhando com o fim dos tempos, estou eu que sempre sonhei com um começo ao lado dele. Mas agora é hora de desistir de sonhar com quem nunca sonhou comigo.
Só quero pedir a Deus para que ele, o que eu amo, entenda: eu estou desistindo dele, não de mim, não de amar. Esse mundo é muito extenso, meu coração é muito grande e deve haver alguém em algum lugar que gostaria de ser amado por mim e que amaria me amar. Ele não me ama, ele não me amou, mas eu o amei e isso é o que importa. Eu fiz a minha parte, eu tentei. Mas, agora, não posso mais me contentar com o nada em troca, não posso me contentar em agir como os pombos que catam as migalhas jogadas pelas crianças felizes na praça. Mereço mais, vou buscar mais. Cansei de nadar e morrer na praia. Preciso fazer valer a frase que teci em conjunto com um amigo, pois me "cansei de catar as conchas na beira da praia, eu quero e vou mergulhar e buscar as pérolas no fundo do oceano". E dessa vez, não vou dar as pérolas aos porcos. No entanto, não, não levo orgulho, se ele um dia me procurar, disser que me ama e eu EU ainda o amar, eu não me importarei em continuar um sonho interrompido, mas, hoje, eu preciso desistir dele. É... como é ruim essa sensação de ser perdido.
Então, Deus, me perdoe, eu desisti dele, para voltar a acreditar em mim e em que o amor pode sim ter um final feliz. E é pelo meu final feliz que eu coloco um fim no que eu senti por ele e peço: Deus, nos dê amor, "mas livrai-nos de todo o mal. Amém".
Sei que, pouco depois de me ensinar a falar com Deus, minha mãe leu uma das primeiras histórias que eu escrevi sobre amor, me abraçou e me disse "minha filha, eu tenho muito medo do dia em que você se apaixonar de verdade. Tenho medo de partirem seu coração, minha filha. Você é daquelas que vê nos outros só coisas boas, você vai se entregar inteira, você vai fazer de tudo e eu tenho medo de que você sofra muito". É, mãe, a senhora tinha razão, mais um vez. Sua filha se apaixonou, sua filha se entregou inteira, sua filha fez de tudo, sua filha teve o coração partido, sua filha sofreu muito. Tudo que eu fiz e senti por ele daria um livro, daqueles que a gente jamais queria ter escrito e protagonizado.
Então, eu preciso desistir. Desistir para seguir adiante, para evitar que eu nunca deixe de amar quem não me ama. Vou colocar um ponto final nesse amor, nesse sonho, e apagar os outros dois pontos que eu sempre colocava, para ver a vida em reticências e voltar a me vestir de esperança. E é com muito medo, um medo que não encontro em palavras, que eu peço forças para conseguir viver sem ter a quem amar, sem ter a quem dedicar, em palavras e em atitudes, esse amor que eu sinto. Mas, eu preciso desistir, meu coração precisa. Preciso de mais apetite, mais horas dormidas, mais paz, menos lágrimas, menos amor não correspondido.
E eu tentei de tantas formas, transformei minha vida em uma indireta para ele perceber que eu o amava diretamente. Nada funcionou. Antes de amar, me esqueci de que homens de barba são sempre ilusões, a começar pelo Papai Noel. Mas eu amei. Eu que nunca precisei de mantras para amar, vou precisar de uma coleção de mantras para esquecer. Mas de tudo fica algo positivo, e ficou: minha capacidade de amar e amar, sem precisar ter nada em troca. Imagina quando eu tiver? Aí sim, será um sonho! Entre tanta gente que perde tempo sonhando com o fim dos tempos, estou eu que sempre sonhei com um começo ao lado dele. Mas agora é hora de desistir de sonhar com quem nunca sonhou comigo.
Só quero pedir a Deus para que ele, o que eu amo, entenda: eu estou desistindo dele, não de mim, não de amar. Esse mundo é muito extenso, meu coração é muito grande e deve haver alguém em algum lugar que gostaria de ser amado por mim e que amaria me amar. Ele não me ama, ele não me amou, mas eu o amei e isso é o que importa. Eu fiz a minha parte, eu tentei. Mas, agora, não posso mais me contentar com o nada em troca, não posso me contentar em agir como os pombos que catam as migalhas jogadas pelas crianças felizes na praça. Mereço mais, vou buscar mais. Cansei de nadar e morrer na praia. Preciso fazer valer a frase que teci em conjunto com um amigo, pois me "cansei de catar as conchas na beira da praia, eu quero e vou mergulhar e buscar as pérolas no fundo do oceano". E dessa vez, não vou dar as pérolas aos porcos. No entanto, não, não levo orgulho, se ele um dia me procurar, disser que me ama e eu EU ainda o amar, eu não me importarei em continuar um sonho interrompido, mas, hoje, eu preciso desistir dele. É... como é ruim essa sensação de ser perdido.
Então, Deus, me perdoe, eu desisti dele, para voltar a acreditar em mim e em que o amor pode sim ter um final feliz. E é pelo meu final feliz que eu coloco um fim no que eu senti por ele e peço: Deus, nos dê amor, "mas livrai-nos de todo o mal. Amém".
Um comentário:
prima, nem mesmo em momentos "deprê" você perde a classe!! Pode ter certeza de que escrever é uma de suas qualidades... uma de várias!! E se existem pessoas que não reconhecem isso, é porque são cegas, cegas de sentimentos. Mas no dia que algum homem realmente ver tudo o que você é ele irá te valorizar da maneira que você merece!!
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